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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cobza

Terminamos a nossa apresentação dos instrumentos que representaram a Roménia na exposição com a cobza que no vídeo aqui apresentado é tocada por Marin Cotoanta.

A cobza é uma espécie de alaúde de braço muito curto bastante semelhante ao oud do Iraque e Síria que terá surgido na Roménia por intermédio dos lăutari, músicos ciganos. Possui uma caixa de ressonância em forma de pêra e pode ter entre oito e doze cordas de tripa ou metal em ordens de duas ou três. As cordas são dedilhadas com uma pena de ganso.

A cobza acompanha geralmente flautas ou violinos (como é o cado do vídeo que aqui disponibilizamos em que o violino é tocado por Ion Albesteanu) na interpretação de canções populares Romenas. Por ter um braço curto, raramente é utilizada para tocar melodias.

Este instrumento foi bastante popular nas regiões da Moldávia, Olténia e Muntenia, tornando-se mais raro em anos recentes.

Nai

Para finalizar a nossa brevíssima apresentação das fluier romenas, ficamos com um vídeo em que podemos apreciar o virtuosismo de Gheorghe Zamfir, por muitos considerado o "rei" da flauta de pã, neste caso da variante romena: a nai.

A nai é uma flauta de pã feita a partir de 20 tubos de bambu de diferente comprimento e diâmetro. Recentemente, mais tubos têm sido adicionados, atingindo 30 tubos no total. É frequentemente utilizada pelas bandas taraf nas regiões da Moldávia e Wallachia, bem como na maioria das orquestras folk.

Fluier (2)

Conforme referimos no post anterior, o termo fluier pode designar dezassete tipos diferentes de flautas romenas. Na exposição, tivemos a oportunidade de apreciar seis delas, tendo já aqui falado do bucium/tulnic.

De maneira a proporcionarmos uma brevíssima panorâmica dobre estes instrumentos, ficamos com mais um vídeo, onde podemos ouvir o músico romeno Marin Chisar.

Fluier

Tendo apresentado os cinco instrumentos que representaram a Grécia na exposição, passamos de seguida a fazer o mesmo com os "embaixadores" romenos. Começamos pelas fluier, termo romeno utilizado de forma genérica para designar dezassete tipos diferentes de flautas com tamanhos e características distintas.

As fluier encontram-se entre os instrumentos mais populares em todo o País. A fluier comum é equivalente ao tin whistle, embora seja feita de madeira. A fluier de maiores dimensões é denominada fluier mare ou caval, enquanto que a mais pequena é conhecida como fluieras ou trisca.

Outros tipos de fluier, além dos já mencionados, são a tilinca (flauta sem orifícios para os dedos), a ocarina, a nai e o bucium.

Neste primeiro vídeo, de cariz experimental, podemos ver um bucium (tulnic), instrumento semelhante ao alpenhorn que pode atingir até três metros de comprimento e ser direito ou curvo. Utilizado como instrumento de sinal e também em cerimónias fúnebres, recebe na região de Maramures e Oas o nome de trambita, enquanto na Transilvânia é conhecido como tulnic. Nesta última região, é geralmente tocado por mulheres. A diferença entre o bucium, a trambita e o tulnic está na sua curvatura e extensão; o último não é curvo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pontes sobre espaços e tempos

A viagem musical à Roménia leva-nos a atravessar pontes sobre os espaços e tempos para ouvir um concerto de piano e cânticos romenos na interpretação da meio-soprano Liliana Bizineche e do pianista Nicolae Dumitru. A viagem tem data marcada para 30 de Novembro (sexta-feira) às 18:30 h. A organização é partilhada com o Instituto Cultural Romeno, sendo a entrada livre. A não perder.

Slideshow 1

Slideshow 2

Slideshow 3